sexta-feira, 11 de maio de 2012

Soneto de Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento.  


Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto 


Que mesmo em face do maior encanto 


Dele se encante mais meu pensamento 


Quero vivê-lo em cada vão momento 


E em seu louvor hei de espalhar meu canto 


E rir meu riso e derramar meu pranto 


Ao seu pesar ou seu contentamento 


E assim quando mais tarde me procure 

Quem sabe a morte, angústia de quem vive 

Quem sabe a solidão, fim de quem ama 

Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama 

Mas que seja infinito enquanto dure (Não se turbe o vosso coração. - Credes em Deus, crede também em mim. 


Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. 


Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais. (S. JOÃO, cap. XIV, vv. 1 a 3.)

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